Rayane Figliuzzi, 27 anos, obteve permissão da Justiça para integrar o elenco da 17ª temporada de A Fazenda, mesmo respondendo a um processo por estelionato. A autorização foi concedida nesta terça-feira (23). A participante, investigada desde 2022, chegou a ser presa, mas aguarda a conclusão do processo em liberdade.

A defesa da peoa confirmou à Splash, da UOL, que não existe atualmente nenhuma restrição legal para sua participação no programa. “Assim, fica registrado que a Sra. Rayane Figliuzzi encontra-se plenamente liberada pela Justiça para integrar o reality show”, declarou a equipe jurídica em comunicado.
Antes de entrar no programa, Rayane comparecia mensalmente ao Tribunal de Justiça do Rio para assinar um termo de comparecimento. Este procedimento é aplicado a pessoas que respondem a inquéritos em liberdade para garantir que não deixem o país ou mudem de endereço sem avisar as autoridades.
A participação da influenciadora no reality rural foi viabilizada após sua defesa apresentar um pedido específico à Justiça, que foi aprovado. Sua assessoria esclareceu que ela não estava mais submetida a qualquer medida cautelar quando ingressou no programa.
Entenda o caso de Rayane
O processo contra Figliuzzi tramita em segredo de Justiça em Santa Catarina. A sentença ainda não foi definida, conforme confirmado pela equipe da participante. O Tribunal de Justiça catarinense, quando contatado, informou que não poderia se manifestar sobre o caso.
Rayane é suspeita de integrar a quadrilha conhecida como “Família Errejota”, especializada no “golpe do motoboy”. As investigações indicam que ela supostamente atuava com seu então noivo, Alexandre Navarro, e outras 14 pessoas. A Polícia Civil prendeu preventivamente os integrantes do grupo em 2022.
A Polícia Civil de Santa Catarina identificou Rayane como proprietária das contas bancárias usadas para movimentar o dinheiro obtido das vítimas. Durante sua participação no reality, ela mencionou o caso: “Conheci um cara, e ele conseguiu me colocar num processo de estelionato. O Zyon (meu filho) nasceu e, um mês depois, ele foi preso”.
O esquema funcionava com mulheres do grupo telefonando para vítimas, principalmente idosos, fingindo ser funcionárias de bancos. Elas alertavam sobre supostas compras suspeitas e pediam que a vítima digitasse a senha do cartão no telefone. Um sistema capturava os números digitados.
As vítimas eram informadas que um motoboy iria até suas casas para recolher o cartão, supostamente para descarte. Com o cartão físico e a senha, o grupo realizava saques, empréstimos, compras e transferências fraudulentas.
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