Marcela Tomaszewski, que se relacionava com o ator Dado Dolabella, denunciou ter sofrido agressões físicas e verbais no sábado (25) no Rio de Janeiro. A modelo inicialmente não formalizou queixa contra o ex-namorado porque, segundo seus advogados, foi coagida pelo ator e pela advogada dele a negar o ocorrido.
Diego Candido, advogado de Marcela, foi contratado nesse domingo (26) e comunicou que sua cliente sofreu violência por volta das 10h da manhã do dia anterior. O defensor explicou que, sob pressão, a modelo chegou a gravar um vídeo afirmando que nada havia acontecido e que o relacionamento estava bem.
“O vídeo que circula nas redes sociais foi divulgado sem autorização e está fora de contexto”, afirmou Dado Dolabella em nota, negando as acusações de agressão. O comunicado inicialmente continha assinatura tanto do ator quanto de Marcela.
O caso veio a público após uma amiga da modelo divulgar nas redes sociais um vídeo que mostra uma discussão entre o casal e fotos de diferentes lesões em braços. Nas imagens, é possível identificar hematomas em uma pessoa loira com características semelhantes às de Marcela.
A amiga que compartilhou as imagens das supostas agressões escreveu: “Não adianta mexer com quem tem gente. Você vai pra cadeia seu covarde! E você Marcela, que me bloqueou por ter mandando você apagar os stories mentindo dizendo que ele não te agrediu, postarei aqui tudo o que você me enviou da agressão”.
Marcela confirmou inicialmente a Splash que o namoro havia terminado após uma discussão. Horas depois, ela apareceu em vídeos com o ator dizendo que estavam juntos e bem, conteúdo que foi posteriormente removido.
A defesa da modelo informou que está adotando todas as medidas judiciais para que “a Justiça seja feita e para que o agressor não permaneça impune, diante da gravidade do fato”. O casal se separou no mesmo dia do incidente e, agora orientada sobre seus direitos, a modelo decidiu denunciar a violência de gênero da qual alega ter sido vítima.
Em casos de violência contra mulheres, é possível realizar denúncias pelo número 190, pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) e pelo Disque 100, que apura violações aos Direitos Humanos. Há também o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Vítimas de violência doméstica podem fazer denúncias em até seis meses após o ocorrido.

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