Gilberto Gil revela resistência em cartório ao registrar Preta Gil

Trecho da série documental 'Meu Nome é Preta' mostra o cantor contando que precisou insistir para conseguir registrar a filha com o nome escolhido pela família

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Um dos momentos mais marcantes da série documental “Meu Nome é Preta” emocionou o público ao revelar uma história pouco conhecida sobre o nascimento de Preta Gil.

Em um trecho divulgado nesta terça-feira (29), Gilberto Gil contou que enfrentou resistência no cartório ao tentar registrar a filha, em 1975.

Foto mostra o cantor Gilberto Gil e a filha Preta Gil. Homem negro, idoso, mulher negra, jovem, encostada no ombro do pai.
Entenda a experiência que Gilberto Gil comentou - Foto: Reprodução/Instagram

No depoimento, o cantor relembra que a escolha do nome surpreendeu a escrivã responsável pelo registro. Ao lado de Sandra Gadelha, mãe de Preta, ele explicou como aconteceu a conversa.

“Ela me perguntou do nome. Eu disse: ‘É Preta’. Ela estranhou: ‘Preta?’. Eu disse: ‘É. Preta. Preta Maria’. Tantas com nomes ligados a uma cor e acho que Preta também, né? É natural”, contou.

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Família precisou insistir pela escolha

Sandra Gadelha também recordou o episódio e revelou que a família não abriu mão do nome escolhido para a bebê.

“Eu não vou sair daqui sem botar Preta. Eu digo: ‘Ninguém vai sair daqui’. A minha mãe, muito da metida, foi por trás da moça lá no cartório e disse: ‘Bote Maria aí para ficar um nome cristão. É mole?’”, relembrou.

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O relato mostra que a inclusão de “Maria” no registro foi uma alternativa encontrada para que o nome fosse aceito oficialmente.

 

Preta Gil também contou essa história

A produção ainda resgata um vídeo antigo em que a própria Preta Gil comenta o episódio e explica como a situação aconteceu.

“Eu me chamo Preta Maria por isso, porque o tabelião não quis, e falou para a minha avó e para o meu pai que Preta não era nome de gente. Meu pai deu o escandalozinho dele: ‘Por que se tem Rosa, Clara, Branca… Por que não pode ter Preta?’”.

O depoimento reforça o posicionamento de Gilberto Gil diante da recusa inicial e evidencia a importância que o nome sempre teve para a artista e sua família.

Documentário homenageia a trajetória de Preta Gil

A série “Meu Nome é Preta” foi lançada na data que marcou um ano da morte de Preta Gil.

A cantora morreu aos 50 anos, em julho de 2025, em Nova York, nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental contra o câncer.

Além de revisitar momentos marcantes da carreira, o documentário reúne imagens de arquivo, depoimentos da família e relatos inéditos sobre a vida da artista, celebrando seu legado na música e na cultura brasileira.

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